Cigarrinhas-do-milho: média estadual recua com avanço da colheita em Santa Catarina

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Os produtores de milho catarinenses estão na reta final da safra, com 97% da produção já colhida. Por este motivo, a quantidade de lavouras monitoradas diminuiu, refletindo na redução da média estadual de insetos encontrados por armadilha, que no último levantamento foi de 37.

Segundo a coordenadora do programa Monitora Milho SC e pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, a bactéria do fitoplasma do enfezamento-vermelho tem aparecido com mais frequência nas análises, principalmente em insetos capturados em Guatambu, no Oeste e em Canoinhas, no Planalto Norte.

Durante a última semana não foi detectada a presença da bactéria do espiroplasma do enfezamento-pálido. Os vírus, do rayado-fino e do mosaico-estriado continuam prevalecendo nas amostras e apareceram nos municípios de Canoinhas, Major Vieira, Braço do Norte, Guatambu e Guaraciaba.

A pesquisadora recomenda que o produtor continue acompanhando os boletins publicados semanalmente pela Epagri, e fique atento à quantidade de insetos presentes nas lavouras. Outra dica importante para controlar a população de cigarrinhas-do-milho, já projetando a entressafra, é realizar a correta regulagem das colheitadeiras para evitar a perda de grãos na colheita e no transporte.

“Esses grãos perdidos dão origem ao milho tiguera, ou voluntário, que atuam como ponte verde para que as cigarrinhas sobrevivam durante o inverno e migrem para os novos cultivos”, afirma Maria Cristina. 

O programa Monitora Milho SC coleta e divulga informações de todo o estado, permitindo que o setor produtivo acompanhe a evolução da população de cigarrinhas e as infecções causadas por esses insetos. O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho.

Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o programa Monitora Milho SC, uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, composto pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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