Meningite: Saúde SC reforça que a vacinação é a forma mais eficaz de proteção contra a doença

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As vacinas que protegem contra a meningite estão disponíveis gratuitamente nos postos de saúde de todo o estado e fazem parte do Calendário Básico de Vacinação. São imunizantes contra meningite por tuberculose, pneumocócica, meningocócica e por hemófilos. A Secretaria de Estado da Saúde (SES) reforça a importância dessas vacinas, com destaque para a meningocócica C (conjugada) – aplicada aos 3 e 5 meses de idade – e a  meningocócica ACWY – como reforço aos 12 meses de idade e em adolescentes entre 11 e 14 anos de idade.

Imagem ilustrativa/Freepik

Ambos os imunizantes são importantes para prevenir infecções pelo sorogrupo C, que tem sido identificado em casos da doença meningocócica no estado em 2025.  A cobertura vacinal desta doença é de 84,09% com a primeira dose e 87,69% com o reforço. Como proteção é importante também manter boas práticas de higiene, como lavar as mãos com frequência e evitar compartilhar objetos pessoais que entrem em contato com a boca ou secreções respiratórias.

Segundo o recente Informe publicado pela  Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DIVE), de janeiro a agosto, foram confirmados 418 casos de meningite, com maior concentração na região litorânea. A maioria deles é de etiologia viral (192), seguido pela bacteriana (65) e por pneumococo (55). Na sequência, meningite não especificada (34), por outras etiologias (33), doença meningocócica (28), tuberculosa (8) e por hemófilo (3).

“São poucos casos, mas isso coloca a necessidade de manter o acompanhamento da situação e reforçar a vacinação de rotina com a Meningo C e Meningo ACWY, nas crianças de acordo com o calendário vacinal. E também estimular a vacinação nos adolescentes de 11 a 14 anos de idade”, ressalta João Augusto Fuck, diretor da DIVE.

Do total de casos confirmados, foram registrados 40 óbitos, representando uma taxa de letalidade total de 9,6%. A maior taxa de letalidade é referente aos casos pela meningite por tuberculose (62,5%), seguida pela pneumocócica (29,1%), doença meningocócica (14,3%), bacteriana (12,3%), por outras etiologias (9,1%), não especificada (8,8%) e viral (0,5%).

Doença grave e de evolução rápida, a meningite meningocócica pode causar inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Entre os sinais de alerta estão febre alta de início súbito, dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e manchas vermelhas pelo corpo.

 Principais sintomas das meningites:

  • Febre alta repentina;
  • Dor de cabeça intensa;
  • Pescoço rígido (dificuldade para mexer o pescoço);
  • Náusea e vômito;
  • Sensibilidade à luz (fotofobia);
  • Confusão mental, sonolência ou dificuldade para acordar;
  • Convulsões (em casos graves);
  • Manchas roxas na pele (principalmente em meningite meningocócica);
  • Em bebês: choro constante, moleira inchada, recusa de alimentação.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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