Ex-Secretário de Finanças é condenado a mais de 24 anos de prisão por desvio milionário e lavagem de dinheiro em Rio Negrinho e réu continua preso desde 2023

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Em outubro de 2023, Dimas Kocan foi alvo da Operação Intraneus, que investigou crimes de peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro cometidos pelo então servidor público. Agora, em 2025, as duas sentenças condenatórias em ações penais ajuizadas pelo Ministério Público contra ele transitaram em julgado e ele não tem mais direito a recurso. 

Há cerca de dois anos, a 2ª Promotoria de Justiça da Comarca de Rio Negrinho, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO), realizou a Operação Intraneus, que investigou crimes de peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro cometidos pelo então Secretário Municipal de Finanças de Rio Negrinho, Dimas Kocan.  

Agora, em 2025, as sentenças transitaram em julgado, confirmando as condenações do ex-servidor pelo desvio de mais de R$ 3,3 milhões dos cofres públicos municipais.   

As penas, somadas, ultrapassam 24 anos de reclusão, em regime inicial fechado (autos n. 5003423-63.2023.8.24.0055 e n. 5003012-20.2023.8.24.0055). O réu está preso desde o dia da deflagração da operação, em outubro de 2023. Ele ainda teve decretada a perda do cargo público. 

Nas duas ações penais ajuizadas pelo MPSC, foi apontada a prática de 30 crimes de peculato – que é o desvio de dinheiro público, em que ele transferia o dinheiro de forma ilícita da conta da Prefeitura para contas pessoais e para uma empresa criada para ocultar os recursos -, mais de 25 crimes de falsidade ideológica e ainda lavagem de dinheiro. As ações transitaram em julgado, de forma que não é possível o manejo de novos recursos e os processos se encerraram. 

A Promotora de Justiça Juliana Degraf Mendes destaca que “além da prisão do réu, a qual já perdura há mais de dois anos, por meio da atuação do MPSC também foram recuperados milhões em bens apreendidos, dentre eles automóveis, motocicletas, uma casa, maquinário industrial, móveis e eletrodomésticos de luxo e dinheiro em contas bancárias. Parte dos bens já foi a leilão para o ressarcimento dos cofres públicos de Rio Negrinho, e os demais devem ser leiloados em 2026”. 

Fonte:

Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC – Correspondente regional em Joinville 

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