Aumento de cigarrinha-do-milho é detectado em SC, mas dentro do esperado

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O último levantamento do Programa Monitora Milho SC, realizado pela Epagri entre os dias 15 de dezembro e 5 de janeiro, indica média estadual de 43 cigarrinhas-do-milho por armadilha. A maior concentração ocorre em lavouras localizadas nos municípios de Tigrinhos e Campo Erê, no Extremo-Oeste, Caçador, no Meio-Oeste, e Canoinhas, no Planalto Norte.

A pesquisadora da Epagri, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa, tranquiliza os agricultores afirmando que o aumento populacional é esperado neste período devido à dificuldade de manejo das lavouras em fases mais avançadas. “O período realmente crítico para as infecções ocorre entre o surgimento da planta até os estádios iniciais, como o V3-V4, quando a infecção pode se espalhar por toda a planta, aumentando as chances de perdas de produtividade”.

Com a safra se aproximando do final, Maria Cristina recomenda que os produtores redobrem os cuidados na colheita, realizando a regulagem adequada dos maquinários para evitar perdas de grãos que podem dar origem ao milho voluntário (tiguera), que serve de abrigo e fonte de alimento para as cigarrinhas. Os agricultores que pretendem realizar o plantio de milho safrinha também devem evitar novas lavouras em áreas próximas às já maduras. É fundamental adotar o manejo na fase vegetativa, utilizando inseticidas de contato e sistêmicos, complementados por produtos biológicos sempre que possível, a fim de conter a migração dos insetos e reduzir o risco de transmissão dos patógenos.

Abrangência estadual

O Programa Monitora Milho SC acompanha semanalmente 55 lavouras localizadas em todas as regiões do Estado. Até o momento, analisou 3.592 insetos com suspeita de infecção e realizou 2.716 testes de PCR para a detecção dos quatro patógenos transmitidos pela cigarrinha-do-milho: vírus do raiado fino, vírus do mosaico estriado e as bactérias dos enfezamentos vermelho e pálido.

As análises revelam maior recorrência do vírus do raiado fino, responsável por 31,96% das infecções detectadas. Em seguida, aparecem o vírus do mosaico estriado com 16,64%, o espiroplasma do enfezamento-pálido com 10,75% e o fitoplasma do enfezamento-vermelho com 6,04%. As informações atualizadas podem ser acessadas semanalmente no site da Epagri ou no aplicativo Epagri Mob. 

O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho. Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o programa Monitora Milho SC, uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, composto pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária.

O Programa Monitora Milho SC se destaca como uma das principais iniciativas científicas da Epagri, conquistando reconhecimento em diversos eventos nacionais e internacionais. Sua metodologia tem servido de referência para ações similares em outros estados brasileiros e até para o exterior.

Informações atualizadas para os produtores

A pesquisadora Maria Cristina Canale, do Centro de Pesquisa para Agricultura Familiar da Epagri (Cepaf), explica que as informações geradas pelo monitoramento são fundamentais para a convivência da agricultura com a cigarrinha e as doenças transmitidas por ela. “Embora os enfezamentos já sejam conhecidos no país há algumas décadas, nós observamos que os surtos ocasionados por esses problemas têm sido bastante frequentes em todas as regiões produtoras do Brasil. Então é necessária a convivência do setor produtivo com o problema a partir de agora, inclusive aqui em Santa Catarina, com a participação ativa de todos os produtores envolvidos com a produção de milho, no manejo integrado regionalizado”, ressalta.

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