A Carreta da Saúde da Mulher já está em Rio Negrinho e iniciou nesta segunda-feira (20) os atendimentos às pacientes da região. A equipe do Jornal Perfil esteve no local e acompanhou a chegada das primeiras mulheres que passaram pelos exames oferecidos na unidade móvel, instalada ao lado da Vila Gastronômica, nos fundos do Pavilhão dos Imigrantes.A estrutura permanecerá no município realizando mamografias e ultrassonografias de mamas para pacientes previamente agendadas pelo Sistema de Regulação da Secretaria de Estado da Saúde (SES).
Além das moradoras de Rio Negrinho, também serão atendidas mulheres de municípios do Planalto Norte.A iniciativa faz parte do Programa de Promoção e Prevenção da Saúde da Mulher, desenvolvido pelo Governo de Santa Catarina para ampliar o acesso aos exames e contribuir com o diagnóstico precoce do câncer de mama, aumentando as chances de tratamento e cura quando a doença é identificada nos estágios iniciais.Desde o início do programa, em outubro de 2025, as duas carretas já passaram por seis regiões catarinenses. Mais de 6,1 mil mamografias e 2,7 mil ultrassonografias foram agendadas. Até agora, foram realizados 3.990 exames de mamografia e 1.728 ultrassonografias.
Os dados também chamam a atenção para um problema enfrentado pelo programa: cerca de 36% das pacientes agendadas não compareceram aos atendimentos nas etapas anteriores, desperdiçando vagas que poderiam beneficiar outras mulheres que aguardam pelos exames.Cada carreta é equipada com mamógrafo, aparelho de ultrassom e conta com uma equipe especializada, formada por médico radiologista, técnico em radiologia e técnico de enfermagem. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, podendo ser estendidos aos sábados, conforme a demanda.Com investimento de aproximadamente R$ 18 milhões, o Governo de Santa Catarina disponibilizou duas unidades móveis para percorrer as 17 regiões de saúde do Estado.
A expectativa é realizar mais de 40 mil exames, garantindo mais agilidade no diagnóstico e no encaminhamento das pacientes que necessitarem de acompanhamento pela rede pública de saúde.