Juvenal, de 78 anos, morador de Papanduva, morreu nesta quinta-feira (13), após cerca de duas semanas internado na UTI do Hospital São Vicente de Paulo, em Mafra. O idoso havia sido hospitalizado após sofrer um acidente vascular cerebral (AVC).
A morte acontece em meio a uma investigação da Polícia Civil sobre um episódio ocorrido durante a internação. No dia 27 de julho, durante o horário de visitas, uma mangueira de um equipamento utilizado no atendimento de Juvenal foi encontrada cortada dentro da UTI.
Segundo familiares, o corte foi percebido pelo filho do paciente, que estava no local durante a visita. A equipe de enfermagem foi acionada e realizou a substituição da mangueira.
O caso foi comunicado às autoridades e passou a ser investigado pela Delegacia de Investigação Criminal (DIC) de Mafra. Entre os pontos apurados está a identificação de quem teria danificado o equipamento e as circunstâncias em que o fato ocorreu.
Familiares levantaram suspeitas sobre a esposa de Juvenal, de 56 anos. Segundo relatos apresentados pela família, ela teria sido vista com uma tesoura no local e deixado a UTI após o equipamento ser encontrado danificado. A mulher nega ter cortado a mangueira e afirma não ser responsável pelo ocorrido.
O caso ganhou novos desdobramentos no dia seguinte, quando a mulher se envolveu em um acidente de trânsito na SC-477, em Papanduva. Conforme informações divulgadas pela Polícia Militar, uma filha de Juvenal relatou que acompanhava o veículo da mulher com a intenção de impedir que ela deixasse o município. Os dois veículos acabaram colidindo.
A família também relatou outro episódio que gerou indignação entre os parentes: segundo eles, a mulher teria sido vista dançando em um balão enquanto Juvenal permanecia internado na UTI. O relato faz parte das informações apresentadas pelos familiares e não representa uma conclusão da investigação.
Com a morte de Juvenal, a Polícia Civil deverá analisar também os documentos médicos e laudos periciais para esclarecer as circunstâncias do óbito. Um dos pontos que deverá ser verificado é se o episódio envolvendo a mangueira teve ou não qualquer influência na evolução do quadro clínico do paciente.
Até o momento, não existe conclusão oficial de que o corte da mangueira tenha provocado ou contribuído para a morte do idoso. Da mesma forma, a autoria do dano ao equipamento ainda não foi oficialmente confirmada.
A investigação segue em andamento, e os próximos laudos e depoimentos deverão auxiliar a Polícia Civil na apuração do caso.
