O prefeito de Rio Negrinho, Caio Treml, que também preside o Partido Liberal (PL) no município, usou suas redes sociais para anunciar a abertura de uma comissão de ética para avaliar a possível expulsão da vereadora Keti Schroeder, eleita pela sigla. A parlamentar foi a mais votada nas eleições municipais de 2024, com 971 votos.No vídeo publicado nas redes sociais, Treml apontou divergências políticas relacionadas à atuação da vereadora na Câmara de Vereadores, especialmente em votações de projetos encaminhados pelo Executivo municipal.Segundo o prefeito, apesar de integrar a base de apoio ao governo, a parlamentar não tem acompanhado o posicionamento defendido pelo grupo em determinadas matérias.
Entre os pontos mencionados estão os votos contrários a propostas como a reforma administrativa e a reforma da previdência, que, conforme Treml, são importantes para a administração pública municipal.Outro aspecto levantado pelo presidente do PL envolve o apoio de Keti a candidatos de outras regiões de Santa Catarina. A questão foi mencionada no contexto das divergências entre o posicionamento da vereadora e as orientações políticas da sigla pela qual foi eleita.Comissão vai analisar a conduta partidária.A comissão de ética deverá avaliar os posicionamentos e a conduta partidária da vereadora antes de apresentar um parecer. O procedimento faz parte dos trâmites internos do PL e poderá resultar em uma decisão sobre a permanência de Keti Schroeder na legenda.A abertura da comissão, no entanto, não significa que a expulsão já tenha sido confirmada. O caso ainda deverá passar pela análise interna do partido.
Vice-prefeito também foi citado. No mesmo vídeo, Caio Treml comentou a situação do vice-prefeito Pablo Ricardo Ribeiro, que foi eleito pelo PL, deixou a sigla e atualmente está filiado ao PSD.O prefeito também mencionou divergências relacionadas à conduta partidária e ao apoio a candidatos, ampliando as discussões sobre os posicionamentos políticos dentro do grupo. Uma eventual saída de Keti Schroeder do PL não significa, por si só, a perda automática do mandato de vereadora. A situação dependerá das circunstâncias do caso e das regras eleitorais aplicáveis.
Procurada pela equipe do Jornal Perfil l, a vereadora disse que ficou sabendo do fato pelas redes sociais e até agora não foi procurada oficialmente.