Oficinas de Educação Patrimonial promovem descobertas sobre a história, a cultura e a geologia de Rio Negrinho

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Com o objetivo de fortalecer o sentimento de pertencimento e valorizar a cultura local, as Oficinas de Educação Patrimonial já vêm transformando a relação da comunidade de Rio Negrinho com seu passado cultural e natural. As atividades integram o projeto 1º Café com Geologia – Toca do Índio, do Tatu e da Preguiça, uma iniciativa inédita aprovada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, e que tem encantado diferentes públicos desde sua implementação.

Voltadas à promoção cultural, educação inclusiva e divulgação científica, as oficinas proporcionam uma imersão no rico patrimônio cultural e geológico da cidade. A proposta se destaca pela abordagem inovadora que une ciência e tradição, ao promover o reconhecimento dos saberes locais por meio de recriações estéticas e experiências educativas acessíveis.

“A proposta é aproximar a comunidade das suas raízes, permitindo que todos se tornem multiplicadores e guardiões desse conhecimento”, afirma a geóloga e paleontóloga Morgana Drefahl, que conduz as oficinas ao lado da pedagoga Patrícia Berkenbrock Valandro.

De forma lúdica e envolvente, as atividades trazem à vida os personagens centrais da história local: o Índio, o Tatu gigante e a Preguiça gigante, todos representando figuras que remetem ao passado ancestral da região. Os bonecos foram confeccionados pelo grupo de voluntárias Amigas do Coração, e os mascotes desenhados são usados para estimular a participação de públicos diversos, com atenção especial à acessibilidade.

Além de resgatar a memória indígena e os saberes tradicionais — reconhecidos como patrimônio cultural —, as oficinas revelam a importância do patrimônio geológico de Rio Negrinho. Muitos participantes se surpreenderam ao descobrir que a região já foi habitat de espécies da megafauna pleistocênica, como os gigantescos tatus e preguiças, que hoje são símbolos dessa herança.

“É maravilhoso poder levar um pouco da nossa cultura e contribuir com o conhecimento sobre lugares por onde passaram o tatu e a preguiça, e que talvez também tenham sido o lar de nossos índios”, relata Patrícia Valandro. “É enriquecedor saber que para alguns é uma redescoberta e para outros, uma nova janela de aprendizado.”

As atividades têm sido registradas em vídeo para a produção de um material institucional que será divulgado nas redes sociais, ampliando ainda mais o alcance da iniciativa.

Até agora, as oficinas atenderam grupos do CREAS, CRAS e da AMAR – Associação de Pais e Amigos do Autista de Rio Negrinho, e seguirão com o Grupo de Escoteiros Arnaldo Almeida de Oliveira e a APAE, encerrando este ciclo com mais ações de valorização da história local.

Como parte da programação do projeto, o próximo evento gratuito será a Capacitação sobre Acessibilidade Arquitetônica, ministrada pela arquiteta Elaine Cristina Schoeffel Butron, marcada para o dia 25 de junho, no auditório do MAK Center. Detalhes serão divulgados em breve.

👉 Quer saber mais ou tem alguma história das cavernas de Rio Negrinho para compartilhar?
Entre em contato pelo Instagram ou Facebook: @cafe.comgeologia.

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