A Vigilância Sanitária de São Bento do Sul, passou a adotar um novo modelo de trabalho no monitoramento e controle da dengue no município. A mudança substitui o uso da larvitrampa, método anteriormente utilizado para coleta de larvas, pela ovitrampa, tecnologia voltada à coleta de ovos do mosquito.
A armadilha de oviposição, conhecida como ovitrampa, é um método sensível, de fácil utilização e baixo custo, utilizado para coletar ovos dos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, principais transmissores da dengue, zika e chikungunya. Essa ferramenta é recomendada pelo Ministério da Saúde e pode ser empregada para a detecção precoce da infestação do mosquito no município, conforme as Diretrizes Nacionais para Prevenção e Controle das Arboviroses Urbanas.
Nesta etapa inicial, 353 ovitrampas estão sendo instaladas em diferentes pontos do município. Cada armadilha permanece no local por cinco dias, período após o qual os agentes de endemias realizam a retirada para análise.
A ovitrampa é composta apenas por um pequeno vaso com água, uma paleta e um atrativo, mas tem grande importância técnica. Após a retirada, a paleta é analisada em laboratório, permitindo identificar a presença e a concentração de ovos, o que possibilita direcionar de forma mais eficaz as ações de combate nos bairros com maior infestação.
Atenção, população: não mexa nas ovitrampas
A Vigilância Sanitária reforça o pedido para que a população não mexa, não retire e não descarte as ovitrampas instaladas. Apesar da aparência simples, elas são fundamentais para o monitoramento correto da dengue no município. Qualquer interferência compromete os resultados e dificulta o planejamento das ações de controle.
A colaboração da população é essencial para o sucesso dessa estratégia e para o fortalecimento das ações de prevenção, contribuindo diretamente para a proteção da saúde de todos.
