A noite desta segunda-feira, 16, foi marcada por uma tragédia no distrito de Volta Grande, interior de Rio Negrinho. Pricila Dolla, de 37 anos, foi vítima de feminicídio dentro da própria residência, em um caso que abalou profundamente a comunidade.A ocorrência foi registrada por volta das 20h20, mobilizando equipes de socorro e a Polícia Militar.
Pricila foi atingida por disparos de arma de fogo e não resistiu aos ferimentos, vindo a óbito ainda no local. O autor dos disparos foi socorrido com vida e encaminhado ao hospital.Muito conhecida no distrito, Pricila era descrita por amigos como uma mulher alegre, disposta, trabalhadora e sempre pronta para ajudar.
“Ela gostava de viver, estava sempre sorrindo e lutando pelo melhor”, relatou uma amiga à equipe do jornal Perfil.Dedicada à família, Pricila tinha no filho sua maior motivação. Sua morte deixa enlutados os pais — pessoas bastante populares e queridas em Volta Grande —, além do filho, irmã, demais familiares e um grande círculo de amigos.Nas redes sociais, a comoção é intensa. Desde as primeiras horas após a confirmação da morte, inúmeras mensagens de pesar, homenagens e palavras de consolo à família passaram a ser compartilhadas. Amigos publicaram fotos, lembranças e relatos emocionados, demonstrando o carinho e a admiração que Pricila conquistou ao longo da vida.
O caso representa mais um feminicídio registrado em Santa Catarina e reacende o alerta sobre a violência contra a mulher. Em meio à dor e à indignação, a comunidade de Volta Grande se une em solidariedade à família, enquanto lamenta a perda precoce de uma mulher que deixa uma história marcada pelo carinho, amizade e dedicação.
Amiga relata choque e incredulidade
Uma amiga próxima conversou com a equipe do jornal Perfil e contou estar profundamente abalada. Segundo ela, esteve com Pricila momentos antes da tragédia. As duas faziam pilates juntas e haviam se encontrado pouco tempo antes do crime.“Eu não podia acreditar quando recebi a notícia”, relatou, ainda em estado de choque. A amiga descreveu Pricila como uma pessoa cheia de vida, que não demonstrava qualquer sinal de que algo tão grave pudesse acontecer horas depois.