O Governo de Santa Catarina decretou estado de alerta climático por pelo menos 180 dias em todo o território catarinense. O anúncio foi feito pelo governador Jorginho Mello na sede da Defesa Civil de Santa Catarina, em Florianópolis, e a medida vale para os 295 municípios do estado, incluindo Rio Negrinho. O alerta ocorre devido à aproximação do fenômeno climático El Niño, que pode provocar aumento significativo no volume de chuvas e elevar o risco de temporais, enchentes, deslizamentos, queda de árvores e outros eventos extremos na região Sul do Brasil a partir do mês de junho.

Decreto assinado pelo governador Jorginho Mello estabelece estado de alerta climático por 180 dias e autoriza mobilização preventiva em todas as regiões de Santa Catarina
Em Rio Negrinho e cidades da região, a preocupação é maior em áreas consideradas vulneráveis a alagamentos, enxurradas e danos causados por ventos fortes. A orientação é para que moradores acompanhem os avisos oficiais e mantenham atenção redobrada durante períodos de instabilidade. Segundo o Governo do Estado, o objetivo do alerta é fortalecer as ações de prevenção, ampliar o monitoramento das condições climáticas e garantir respostas mais rápidas em situações de emergência.
A Defesa Civil de Santa Catarina reforça que, em casos de temporais, a população deve evitar áreas de risco, não atravessar locais alagados e buscar abrigo seguro durante rajadas de vento e descargas elétricas.
A medida tem caráter preventivo diante das previsões meteorológicas associadas ao fenômeno El Niño. Conhecido por provocar aumento no volume de chuvas na Região Sul, o fenômeno eleva o risco de eventos extremos, como enchentes, deslizamentos e inundações, exigindo planejamento antecipado e reforço na estrutura de proteção. De acordo com meteorologistas da Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil, este momento é de neutralidade em Santa Catarina, com cerca de 80% de probabilidade de início do El Niño entre julho e agosto.
O governador Jorginho Mello destacou que o decreto faz parte de uma política permanente de preparação e prevenção adotada desde o início da gestão.
“Desde o começo do governo estamos fortalecendo a Proteção e Defesa Civil, investindo em tecnologia, monitoramento, modernização das barragens e capacitação. O decreto é mais uma medida preventiva para garantir agilidade e proteger a população catarinense”, afirmou.
Segundo o decreto, o estado de alerta climático não configura situação de emergência nem estado de calamidade pública. O objetivo é permitir a mobilização antecipada dos órgãos estaduais para ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida diante de possíveis eventos extremos.
Entre os efeitos imediatos previstos estão a convocação extraordinária do Comitê Estadual de Proteção e Defesa Civil, a intensificação do monitoramento meteorológico, hidrológico e geológico atividade já realizada de forma permanente pela Proteção e Defesa Civil, 24 horas por dia e sete dias por semana, além do pré-posicionamento de equipes, equipamentos e recursos materiais em áreas historicamente vulneráveis.
Desde o início da gestão do governador Jorginho Mello, Santa Catarina ampliou os investimentos em prevenção, monitoramento e preparação para desastres naturais. Entre as principais ações está a realização do maior simulado de gestão de desastres da história do Brasil.
Em maio de 2025, participaram da operação 212 municípios catarinenses. O exercício testou evacuação, integração entre órgãos públicos, envio de alertas via Cell Broadcast e marcou a criação da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER-SC).
Em março de 2026, a segunda edição do Simulado Geral de Gestão de Desastres contou com a adesão de 294 municípios e simulou ocorrências como enchentes, deslizamentos, enxurradas e interrupções no fornecimento de energia.
O Estado também avançou na modernização das barragens do Vale do Itajaí. A Barragem Sul, em Ituporanga, passou por reforma completa, com substituição das comportas, automação e acionamento remoto, em investimento superior a R$ 23 milhões.
A Barragem Oeste, em Taió, está em processo licitatório para reforma e modernização, enquanto a Barragem Norte, em José Boiteux, também terá melhorias estruturais e implantação de sistemas automatizados.
A Barragem Oeste, em Taió, está em processo licitatório para reforma e modernização. A obra contempla manutenção da barragem, recomposição da casa de máquinas, modernização completa da operação do sistema e implantação de acionamento remoto diretamente pela Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina (SDC/SC).
Já a Barragem Norte, no município de José Boiteux, teve a ordem de serviço para reforma assinada nesta segunda-feira (18). O investimento total da obra será de R$ 9.898.997,67.
Além disso, o Governo do Estado avança nos projetos de novas barragens em Botuverá, Mirim Doce e Petrolândia, além de estudos para novas estruturas em Braço do Trombudo, Pouso Redondo e Agrolândia.
A rede estadual de monitoramento hidrometeorológico também foi ampliada. O número de pontos de monitoramento passou de 42 estações instaladas no Vale do Itajaí entre 2022 e 2023 para 172 pontos em todas as regiões do Estado entre 2025 e 2026.
O sistema reúne estações hidrológicas, meteorológicas, além de sirenes em áreas vulneráveis. Os dados são atualizados a cada 15 segundos e utilizados na emissão de alertas e tomada de decisões pela Defesa Civil.
Com investimento de R$ 17 milhões, Santa Catarina passou a contar com previsões mais precisas, monitoramento em tempo real e alertas mais rápidos à população.
A rede de radares meteorológicos do Estado também foi fortalecida e atualmente conta com equipamentos instalados em Lontras, Chapecó, Araranguá e Joinville. Um novo radar para a Grande Florianópolis, no município de Angelina, está em fase de estudos e deverá ter licitação lançada ainda neste ano.
Todas essas ações reforçam a política permanente de prevenção, monitoramento e resposta adotada pelo Governo de Santa Catarina, ampliando a capacidade do Estado para enfrentar eventos climáticos extremos, reduzir riscos e garantir mais segurança à população catarinense.
