Vigilância Epidemiológica divulga balanço dos focos monitorados no primeiro semestre e reforça importância da prevenção

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O setor de Epidemiologia, divulgou o balanço do monitoramento dos focos de mosquitos realizado no município durante o primeiro semestre de 2026. Entre os meses de fevereiro e junho, foram registrados 203 focos nos bairros da cidade.

O bairro Serra Alta apresentou o maior número de registros, com 30 focos identificados no período. Na sequência aparecem Oxford, com 19 focos, Colonial, com 18, Boehmerwald, com 14, e Cruzeiro, com 13 registros. Também se destacaram os bairros Brasília, Mato Preto e Lençol, com 11 focos cada.

Apesar do número de focos monitorados, São Bento do Sul segue sem casos confirmados de dengue em 2026. Até o momento, foram registradas cerca de 30 notificações suspeitas da doença, porém todas tiveram resultado negativo após investigação e exames realizados pelas equipes de saúde. 

No entanto, a Vigilância Epidemiológica alerta que os números de 2026 não devem ser comparados diretamente com os anos anteriores. Isso porque o município passou a adotar uma nova metodologia de monitoramento, considerada mais sensível e eficiente para identificar a presença de mosquitos em circulação.

Até o ano passado, o acompanhamento era realizado por meio das chamadas larvitrampas, sistema baseado na identificação e contagem de larvas encontradas nos pontos monitorados. A partir deste ano, São Bento do Sul passou a utilizar ovitrampas, método que monitora a presença de ovos depositados pelas fêmeas dos mosquitos.

A mudança permite um acompanhamento mais amplo e precoce da população de mosquitos, mas também resulta em um número maior de registros. Por isso, o aumento observado nos dados não significa necessariamente que houve crescimento proporcional dos focos de dengue no município, mas sim que o monitoramento passou a ser realizado por um método diferente.

Outro ponto importante é que, nesta fase da análise, os ovos coletados não permitem identificar imediatamente a espécie do mosquito. Dessa forma, não é possível afirmar que todos os registros sejam exclusivamente do Aedes aegypti, transmissor da dengue. Os ovos também podem pertencer a outras espécies, como o Aedes albopictus, que possui características semelhantes.

A adoção das ovitrampas foi implantada pelo setor de endemias com o objetivo de fortalecer a vigilância entomológica e ampliar a capacidade de monitoramento do município, permitindo ações preventivas mais rápidas e direcionadas.

Mesmo com a mudança na metodologia, a participação da população continua sendo fundamental no combate aos mosquitos. A Vigilância Sanitária orienta os moradores a manterem quintais limpos, eliminar recipientes que acumulem água parada, limpar calhas, manter caixas d’água devidamente vedadas e descartar corretamente materiais que possam servir de criadouro.

Bairros com maior número de registros no primeiro semestre de 2026:


Serra Alta – 30 focos
Oxford – 19 focos
Colonial – 18 focos
Boehmerwald – 14 focos
Cruzeiro – 13 focos
Brasília – 11 focos
Mato Preto – 11 focos
Lençol – 11 focos
Centenário – 10 focos
Alpino – 10 focos

A Vigilância Epidemiológica  reforça que o combate à dengue é uma responsabilidade compartilhada entre o poder público e a comunidade. Pequenas ações realizadas diariamente fazem a diferença para reduzir os criadouros e proteger a saúde de toda a população.

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