O que nasceu como um concurso literário está se transformando em um dos grandes movimentos culturais já vividos por Rio Negrinho. Durante meses, crianças, adolescentes, jovens e adultos foram convidados a escrever sobre o rio que dá nome ao município, registrando em palavras diferentes olhares, memórias e sentimentos.
Cada participante encontrou uma forma própria de enxergar o Rio Negrinho. Para alguns, ele trouxe lembranças da infância. Para outros, inspiração para falar sobre história, amizade, natureza, esperança, enchentes, identidade e futuro.
Quando os textos chegaram às mãos da Comissão Julgadora, a qualidade das produções surpreendeu. Em diversas modalidades, foi necessário recorrer aos critérios de desempate previstos no regulamento, tamanha a proximidade entre as avaliações.
Mais do que os resultados da competição, o concurso revelou uma geração de escritores que encontrou nas águas do Rio Negrinho inspiração para transformar sentimentos, experiências e memórias em literatura.
A iniciativa mobilizou escolas municipais, estaduais e particulares, professores, famílias, escritores e instituições, ampliando o espaço da literatura e aproximando a comunidade da produção cultural.
A Academia de Letras destaca o apoio da Prefeitura de Rio Negrinho, Secretaria Municipal de Educação, Fundação Municipal de Cultura, Câmara de Vereadores, Biblioteca Pública Municipal, Associação Empresarial de Rio Negrinho (Acirne), Universidade do Contestado (UnC), MAK Center, Despachante Vellasques, Isopack e veículos de comunicação que apoiaram a iniciativa.
Segundo o presidente da Academia de Letras, o projeto demonstrou a força da cultura como instrumento de valorização das pessoas e da história local.
“A literatura nos deu um presente inesperado. Descobrimos que existe uma cidade inteira escrevendo, lembrando, sonhando e preservando sua história. Mais do que premiar vencedores, conseguimos despertar um sentimento de pertencimento. Isso ninguém tira de quem participou.”
Todo esse trabalho terá um momento especial no dia 23 de outubro de 2026, quando a Academia de Letras pretende realizar uma grande solenidade reunindo a comunidade rionegrinhense.
A programação deverá contar com a posse de novos Imortais da Academia de Letras, a posse de novos integrantes da Embaixada Cultural, a premiação oficial dos vencedores do I Concurso Literário “Belezas de Rio Negrinho – Tomo II: O Rio” e o lançamento da edição física da obra “Belezas de Rio Negrinho – Tomos I e II – Edição Integrada”.
A publicação reunirá pesquisas históricas e os textos vencedores do concurso, preservando em livro parte da memória e da produção literária construída a partir da iniciativa.
Para a realização da solenidade, a Academia de Letras já protocolou oficialmente junto à Câmara Municipal o pedido de utilização do Plenário, espaço escolhido pelo seu significado histórico e institucional.
As águas do Rio Negrinho continuarão seguindo seu curso, passando por pontes, bairros e áreas que fazem parte da paisagem do município. Mas, a partir deste projeto, o rio também passa a ocupar um novo espaço: as páginas de um livro.
Está presente nos versos escritos por crianças, nas histórias produzidas por estudantes e nas lembranças daqueles que carregam décadas de vivências.
O resultado é um registro que pretende atravessar gerações, preservando não apenas a história do rio, mas também os diferentes sentimentos e percepções de quem vive em Rio Negrinho.
Mais do que uma competição literária, o projeto deixa como legado a valorização da memória, da identidade e das palavras de uma comunidade que decidiu escrever sobre aquilo que faz parte da sua própria história.