O Tribunal do Júri que acontece nesta sexta-feira (18), na Câmara de Vereadores de Rio Negrinho, segue em andamento e tem como um dos principais pontos da argumentação da acusação a afirmação de que o ataque contra as vítimas teria sido planejado.
Durante sua manifestação aos jurados, o promotor de Justiça Cláudio Everson Gesser Guedes da Fonseca sustenta que o réu não teria agido por impulso. Segundo a tese apresentada pelo Ministério Público, ele teria planejado o crime e saído com o propósito de matar Kessya Souza Veiga, sua ex-namorada.
A acusação sustenta que as circunstâncias apresentadas ao longo do processo indicariam que o réu estava disposto a concretizar o ataque, reforçando aos jurados a tese de tentativa de feminicídio.
Na sequência da argumentação da acusação, a advogada Arilenes Linzmeyer, que atua como assistente de acusação, também destacou a gravidade do episódio e chamou a atenção para o fato de que as consequências poderiam ter sido ainda mais graves.
Em sua fala, Arilenes afirmou que hoje as três vítimas poderiam não estar presentes para acompanhar o julgamento, destacando que Kessya, Jheniffer Schlucubier e Felipe Eduardo de Lima Kwitschal sobreviveram ao ataque
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A argumentação apresentada pela acusação busca reforçar aos jurados a gravidade dos fatos e a tese de que havia uma intenção de matar por parte do réu.
O processo envolve a acusação de tentativa de feminicídio contra Kessya e duas tentativas de homicídio qualificado contra Jheniffer e Felipe, que trabalhavam com ela no antigo Supermercado Compre Mais, no bairro São Rafael.
O julgamento ainda está em andamento. Após a manifestação da acusação, a defesa deverá apresentar sua argumentação aos sete jurados que integram o Conselho de Sentença. A decisão ainda não foi tomada.