Uma nova frente fria mantém a chuva em Santa Catarina neste fim de semana. As instabilidades mais intensas devem atingir o Grande Oeste, o Alto Vale do Itajaí e as áreas de divisa com o Paraná. No domingo (25), a chuva perde força, enquanto o mar fica agitado no Litoral.
A chuva, que começou na quinta-feira (22), deve se intensificar a partir da tarde desta sexta (23), e continuar ao longo do sábado (24). “Monitoramos condições para chuva intensa, persistente e volumosa, especialmente no Grande Oeste, Alto Vale do Itajaí, Litoral Norte e Planalto Norte, onde o risco é maior para alagamentos, enxurradas e deslizamentos”, afirma a meteorologista da Defesa Civil de SC, Nicolle Reis.
Nas demais regiões, a chuva continua, mas com menor intensidade. No entanto, Reis explica que ainda há condições para temporais isolados em diferentes pontos do estado, com risco moderado de destelhamentos, danos na rede elétrica e queda de galhos e árvores.
No domingo (25), dia de eleições, as instabilidades perdem força. Apesar do predomínio do tempo firme, o céu ainda pode ter presença de nuvens e chuva passageira, principalmente perto do Litoral. Nessa região, o Vento Sul deixa o mar agitado, com ondas de 2 a 2,5 metros e altura maior em alto-mar.
Na segunda-feira (26), o tempo volta a ficar firme na maior parte de Santa Catarina e as temperaturas caem. Durante a madrugada e o amanhecer, as mínimas ficam entre 7 °C e 10 °C no Meio-Oeste e nos Planaltos, e podem ser ainda menores nas áreas mais altas da Serra catarinense. No restante do estado, os termômetros devem marcar entre 11 °C e 15 °C nas primeiras horas do dia.
A Defesa Civil de SC monitora o volume dos rios em todo o estado, com atenção às regiões onde a chuva forte é esperada. O hidrólogo da instituição, Dieyson Pelinson explica que o volume de chuva pode elevar rapidamente o nível dos rios no Extremo-Oeste e no Grande Oeste, principalmente na divisa com o Paraná. “Especialmente em rios menores, as chuvas intensas podem provocar elevações mais acentuadas, que podem transbordar e provocar enxurradas e alagamentos”, diz.
No Planalto Norte, a elevação é mais lenta. “Devemos manter a atenção ao longo dos próximos dias para os níveis de alerta e de emergência”, afirma Pelinson. Isso acontece porque as bacias hidrográficas da região respondem mais devagar à chuva, e o nível dos rios sobe de forma gradual. Quando os rios principais ficam cheios, eles também dificultam o escoamento dos afluentes. A água fica represada e aumenta o risco de inundação nas áreas próximas.
Não atravesse ruas alagadas, pontes ou pontilhões submersos. Fique atento às áreas de encosta, principalmente se houver sinais de risco, como: trincas no solo, em muros e em paredes; inclinação de postes e árvores; água vertendo da encosta.
Busque abrigo em local seguro, longe de janelas e de objetos que possam ser arremessados pelo vento. Evite transitar ou se abrigar perto de árvores, placas, muros e postes de energia.