Falar do desenvolvimento de Rio Negrinho é, inevitavelmente, relembrar a trajetória da Móveis Cimo, uma das maiores indústrias moveleiras da América Latina e símbolo do crescimento econômico do município ao longo do século XX.
A origem da empresa remonta ao início dos anos 1920, quando os irmãos Jorge Zipperer e Martin Zipperer, ao lado de Willy Jung, transformaram uma serraria local em um empreendimento promissor. Inicialmente aproveitando sobras de madeira, especialmente imbuia, a produção evoluiu rapidamente para a fabricação de móveis.
Com o passar das décadas, a empresa se expandiu de forma impressionante. Entre os anos 1940 e 1960, atingiu seu auge, tornando-se referência nacional e internacional. A Cimo chegou a mobiliar residências, escolas, teatros, cinemas e repartições públicas em todo o Brasil, consolidando seu nome no mercado.
Além da grande escala de produção, a empresa também se destacou pela inovação. Técnicas como a curvatura da madeira a vapor e a fabricação de compensados colocaram a indústria à frente de seu tempo. O crescimento resultou ainda na geração de milhares de empregos, fazendo da Cimo a maior empregadora da história de Rio Negrinho.
A expansão levou a empresa a instalar unidades em diferentes estados brasileiros, transformando-a em um verdadeiro complexo industrial. Mesmo assim, o município catarinense sempre permaneceu como um dos principais centros da produção.
No entanto, a partir da década de 1970, a empresa começou a enfrentar dificuldades, influenciada por mudanças no mercado e desafios administrativos. Em 1982, após décadas de protagonismo, a falência foi decretada, marcando o fim de um importante ciclo da indústria nacional.
Mais do que uma indústria, a Móveis Cimo representa um capítulo fundamental da identidade cultural e econômica de Rio Negrinho, deixando uma herança que atravessa gerações.
Apesar disso, o legado da Móveis Cimo permanece vivo em Rio Negrinho. Estruturas históricas, como a famosa chaminé da antiga fábrica, ainda existem e se mantêm como um importante símbolo do passado industrial do município. Além disso, muitas famílias da cidade mantêm vínculos com a história da empresa, e seus móveis seguem valorizados até hoje, reconhecidos pela qualidade e design.

O legado da Móveis Cimo permanece vivo em Rio Negrinho.