Consumidores de Rio Negrinho demonstram preocupação após alerta sobre produtos Ypê com risco sanitário

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Após o alerta emitido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e divulgado pelo PROCON de Rio Negrinho, diversos consumidores entraram em contato com a equipe do Jornal Perfil demonstrando preocupação com os produtos da marca Ypê atingidos pela determinação.

foto Pricila Pires da Maia

Muitas pessoas relataram que compraram os detergentes e outros itens normalmente em supermercados da região e que, inclusive, já utilizaram os produtos em casa antes de tomarem conhecimento do problema. A principal dúvida dos consumidores é sobre os possíveis riscos à saúde causados pelo uso dos itens pertencentes aos lotes afetados.

Segundo o comunicado divulgado pela Prefeitura de Rio Negrinho, por meio do PROCON Municipal, a Anvisa determinou a interrupção imediata do uso de determinados produtos fabricados pela empresa Química Amparo, responsável pela marca Ypê.

A medida inclui o recolhimento de lotes específicos de detergentes lava-louças, lava-roupas líquidos e desinfetantes. Também foram suspensas a fabricação, comercialização, distribuição e utilização dos produtos atingidos.

De acordo com a Anvisa, a decisão foi tomada após inspeções identificarem falhas graves nos processos de produção e controle de qualidade da fábrica localizada em Amparo, no interior de São Paulo. Ainda segundo o órgão, as irregularidades podem representar risco sanitário aos consumidores, incluindo possibilidade de contaminação microbiológica.

Esse tipo de contaminação pode ocorrer quando micro-organismos, como bactérias e fungos, acabam presentes no produto devido a falhas no processo de fabricação. Em alguns casos, o contato pode provocar irritações na pele, alergias, coceiras, vermelhidão e até problemas gastrointestinais caso haja contato indireto com utensílios contaminados. Pessoas mais sensíveis, crianças, idosos e indivíduos com imunidade baixa devem redobrar a atenção.

O PROCON orienta que os consumidores verifiquem atentamente o número do lote presente nas embalagens. Para identificar, basta observar a parte abaixo do rótulo do produto, onde aparece uma marcação iniciada pela letra “L”. É justamente neste local que está identificado o lote de fabricação. Segundo a orientação divulgada, todos os produtos com lote terminado em “1” fazem parte da resolução da Anvisa e devem ter o uso interrompido imediatamente.

A equipe do Jornal Perfil também conversou com a secretária de Saúde, Cristiane Santana Virmond. Ela destacou que o recolhimento dos produtos deve ser realizado pelos supermercados e estabelecimentos comerciais, enquanto a Vigilância Sanitária tem o dever de fiscalizar e conferir se os itens atingidos foram retirados das prateleiras.

A secretária ainda reforçou que, em relação à saúde pública, as pessoas que já utilizaram os produtos devem ficar atentas a possíveis sintomas diferentes ou reações no organismo. Caso apresentem irritações, alergias ou qualquer outro sintoma incomum, a recomendação é procurar uma unidade de saúde do município ou atendimento no pronto-socorro da Fundação Hospitalar.

Entre os produtos atingidos estão:

  • Lava-louças Ypê
  • Lava-louças Ypê Clear Care
  • Lava-louças Ypê Green
  • Lava-louças Ypê Toque Suave
  • Lava-roupas líquido Tixan Ypê
  • Lava-roupas líquido Ypê Premium
  • Lava-roupas líquido Ypê Express
  • Desinfetante Bak Ypê
  • Desinfetante Pinho Ypê
  • Desinfetantes Atol

A recomendação é para que os consumidores interrompam imediatamente o uso dos produtos afetados e entrem em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor da empresa para orientações sobre troca ou recolhimento.

O PROCON também orienta guardar a nota fiscal, a embalagem e os registros de contato realizados com a empresa. Caso haja dificuldades no atendimento ou negativa de solução, o consumidor poderá procurar o PROCON de Rio Negrinho para registrar reclamação.

Além disso, se produtos dos lotes afetados ainda estiverem sendo comercializados em estabelecimentos da cidade, a orientação é comunicar a Vigilância Sanitária para que as medidas cabíveis sejam adotadas.

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