O comércio varejista catarinense iniciou o ano de 2026 com resultados positivos. De acordo com dados divulgados pelo IBGE nesta quarta-feira, 13, o volume de vendas no setor cresceu 4,4% no primeiro trimestre, desempenho mais do que o dobro da média nacional, que ficou em 2,4% no mesmo período. Os números reforçam a resiliência e a pujança da economia do estado, mesmo diante de um cenário nacional desafiador com juros altos e endividamento das famílias.
Para o governador Jorginho Mello, os resultados são fruto de um ambiente de negócios favorável e de políticas públicas voltadas ao empreendedorismo. “Esses números mostram que Santa Catarina está no caminho certo. Nosso comércio varejista é forte, diversificado e gera emprego de qualidade. O Estado é parceiro, incentiva o crescimento, aposta no trabalhador. Continuaremos investindo, tirando a burocracia e garantindo segurança jurídica para um crescimento cada vez mais forte”, afirmou o governador.
Os destaques ficaram por conta de segmentos estratégicos no comércio. A venda de materiais para escritório apresentou expansão expressiva de 48,7%, enquanto hipermercados e supermercados registraram alta de 6,3%. Artigos farmacêuticos, cosméticos e perfumaria cresceram 3,5%, assim como combustíveis e lubrificantes, que também tiveram incremento de 3,5%.
O secretário adjunto de Indústria, Comércio e Serviços, Edgard Usuy, destacou a importância da capilaridade do varejo catarinense e o papel das pequenas e médias empresas no resultado. “O desempenho acima da média nacional não é coincidência. Temos um ecossistema de negócios que apoia a inovação, a formalização e a competitividade, conforme nos pede o governador Jorginho Mello. O crescimento no setor de supermercados, por exemplo, reflete o aumento da renda, que está 15% acima da média nacional, e a menor taxa de desemprego do país”, declarou Usuy.
Apesar da desaceleração da economia, o cenário de consumo em Santa Catarina segue em patamar positivo. O Índice de Consumo das Famílias (ICF), medido pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de SC (Fecomércio/SC), caiu para 109,7 pontos em março. Porém, segue acima da média – a escala vai de 0 a 200. O número é sustentado por uma visão positiva principalmente do emprego e renda e da perspectiva profissional. Ou seja, o consumidor está menos otimista para compra de alguns itens, como móveis e eletrodomésticos (-8,5%) bem como tecidos, vestuário e calçados (-7,2%), mas em geral segue empregado e com capacidade de consumo.
Fonte: Agência de Notícias SECOM