Grupo que adquiriu direito de compra da Móveis 3 Irmãos nega pedido de falência e apresenta plano de recuperação

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A equipe do Jornal Perfil foi procurada pelo grupo Seychelles XV Investimentos, detentor do direito de compra da Indústria de Móveis 3 Irmãos, que encaminhou uma nota oficial esclarecendo informações sobre a situação da empresa. Segundo a nova gestão, a Móveis 3 Irmãos não entrou com pedido de falência e permanece em recuperação judicial, com plano homologado pela Justiça desde outubro de 2025.

De acordo com o comunicado, o que existe atualmente é um pedido de conversão da recuperação judicial em falência apresentado pelo administrador judicial, medida à qual a empresa afirma se opor formalmente.

A nova administração informou ainda que prepara um investimento inicial de R$ 6,5 milhões, destinado à regularização da folha de pagamento, recomposição do estoque de matéria-prima, retomada da produção e quitação de obrigações previstas no processo judicial. O aporte, porém, depende de autorização da Justiça.

O grupo também destacou que pretende ampliar as exportações, fortalecer a atuação no mercado interno com um e-commerce próprio, reativar a unidade de Caçador e manter a unidade de Campo Alegre focada no acabamento dos móveis. A expectativa é que, ao longo dos próximos dois anos, a reestruturação permita a geração de cerca de 400 empregos.

Segundo a Seychelles XV Investimentos, a empresa busca apresentar um aditivo ao plano de recuperação judicial para, após o cumprimento das metas estabelecidas, deixar o regime de recuperação judicial e voltar a ter acesso ao crédito bancário. A nova gestão afirma que seu objetivo é preservar a empresa, os empregos e retomar o crescimento da Móveis 3 Irmãos.

NOTA OFICIAL
Grupo que adquiriu direito de compra da Móveis 3 Irmãos nega pedido de falência e anuncia plano para reerguer empresa

Nova gestão afirma que empresa não pediu falência, prevê investimento de R$ 6,5 milhões, retomada da produção e geração de até 400 empregos nos próximos dois anos.

Após a repercussão sobre a situação financeira da Indústria de Móveis 3 Irmãos, o grupo Seychelles XV Investimentos, detentor do direito de compra da empresa, divulgou uma nota esclarecendo que a companhia não entrou com pedido de falência, contrariando informações divulgadas anteriormente.

Segundo a nova gestão, a empresa permanece em recuperação judicial desde 2024, com o plano homologado pela Justiça em outubro de 2025, e continua em operação.

De acordo com o grupo, o que existe atualmente é um pedido de conversão da recuperação judicial em falência, apresentado pelo administrador judicial. A empresa, porém, afirma que se opõe formalmente à medida.

“A Indústria de Móveis 3 Irmãos não pediu falência. O pedido foi feito pelo administrador judicial dentro do processo de recuperação, situação diferente de um pedido formulado pela própria empresa”, informou o grupo.

Nova gestão aposta na recuperação da empresa

A Seychelles XV Investimentos, especializada na recuperação de empresas industriais, informou que assumiu o compromisso de recapitalizar e reestruturar a 3 Irmãos, preservando a operação, os clientes e os empregos.

Segundo o grupo, está estruturado um aporte inicial de R$ 6,5 milhões para regularizar a folha de pagamento, recompor o estoque de matéria-prima, retomar a produção e quitar obrigações apontadas no processo judicial.

O investimento, no entanto, depende de uma decisão da Justiça autorizando o financiamento e rejeitando o pedido de conversão da recuperação judicial em falência.

Apoio de credores e plano de crescimento

A nova administração também afirma que o pedido de falência não encontra respaldo entre importantes credores da empresa.

Conforme divulgado, a Sherwin Williams, apontada como a maior credora da recuperação judicial, manifestou apoio à continuidade das atividades sob a nova gestão e se posicionou contra a decretação da falência. Ainda segundo o grupo, a parcela em atraso utilizada como fundamento para o pedido já foi renegociada entre as partes.

Exportações, e-commerce e novos investimentos

O plano estratégico da nova gestão prevê ampliar a atuação da empresa no mercado internacional, mantendo fornecimento para clientes como IKEA, Linon e MasterBrand, além da prospecção de novos compradores em diversos países.

Outra medida será a utilização de um FIDC (Fundo de Investimento em Direitos Creditórios) para antecipar valores de exportações, permitindo atender clientes com prazos maiores de pagamento, como a Home Depot, que atualmente não podem ser atendidos devido à falta de capital de giro.

O projeto também prevê a criação de um fundo de investimentos para aquisição de fazendas, reduzindo o custo da matéria-prima e ampliando as exportações de madeira para o mercado asiático.

No mercado interno, a empresa pretende lançar um e-commerce próprio, aproximando a marca do consumidor final e aumentando sua margem de contribuição.

Reativação da unidade de Caçador e geração de empregos

Entre as metas da reestruturação está a reativação da unidade de Caçador, onde deverá ser instalada uma serraria. Já a unidade de Campo Alegre permanecerá concentrando as atividades de acabamento dos móveis.

Segundo a nova administração, a expectativa é gerar cerca de 400 empregos após a recuperação completa da empresa.

O processo de reestruturação deverá ocorrer ao longo dos próximos dois anos.

Objetivo é sair da recuperação judicial

Na esfera jurídica, a nova gestão pretende apresentar um aditivo ao plano de recuperação judicial, com a realização de uma nova assembleia de credores.

A expectativa é que, após dois anos de cumprimento do plano, a empresa deixe o regime de recuperação judicial e volte a ter acesso ao crédito bancário.

Atualmente, a Indústria de Móveis 3 Irmãos registra faturamento anual em torno de R$ 70 milhões, mas a meta da nova gestão é recuperar o desempenho histórico da companhia, quando chegou a faturar aproximadamente R$ 200 milhões por ano.

O grupo ainda sustenta que os interesses pela decretação da falência partem dos antigos controladores da empresa, e não da atual gestão, que afirma manter como prioridade a recuperação da companhia, a preservação dos empregos e a retomada do crescimento.

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