Estudo inovador revela como cordão umbilical pode ser a chave para a causa do autismo

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Um estudo inovador conduzido por cientistas da Universidade de Fukui, no Japão, revelou uma possível ligação entre os ácidos graxos presentes no sangue do cordão umbilical e as características do autismo em crianças. A pesquisa, publicada no Psychiatry and Clinical Neurosciences, envolveu 200 crianças e suas mães e analisou os níveis de ácidos graxos poli-insaturados (PUFAs) no sangue do cordão umbilical.

Os pesquisadores identificaram que níveis elevados de 11,12-diHETrE, um derivado do ácido araquidônico, estavam associados a uma maior severidade das características do autismo. Crianças com altos níveis dessa substância apresentaram sinais mais graves e dificuldades significativas na socialização.

Além disso, baixos níveis de 8,9-diHETrE foram correlacionados com comportamentos repetitivos e restritivos. A pesquisa também destacou uma especificidade de gênero, mostrando que essas associações foram mais frequentes em meninas do que em meninos.

O Transtorno do Espectro Autista (TEA), segundo o Ministério da Saúde, é caracterizado por alterações nas funções do neurodesenvolvimento, afetando a comunicação, linguagem, interação social e comportamento. De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, o espectro autista inclui quatro tipos principais:

  1. Síndrome de Asperger: é caracterizada por inteligência preservada e boa habilidade verbal, sem atraso na fala. Indivíduos com Asperger enfrentam dificuldades com simbologias, palavras de duplo sentido e sinais não verbais. Eles tendem a seguir rotinas rígidas e têm interesses compulsivos em determinados assuntos. Se não diagnosticados na infância, podem desenvolver ansiedade e depressão na vida adulta.
  2. Transtorno invasivo do desenvolvimento: é caracterizado por dificuldades em interações sociais, comprometimento da linguagem e movimentos repetitivos em situações tensas. Além disso, os indivíduos com esse transtorno apresentam um nervosismo acentuado após quebras de rotina.
  3. Transtorno autista: é marcado por sintomas graves como atraso na fala, dificuldade em usar a linguagem para fazer pedidos e falta de contato visual. Os comportamentos são repetitivos e severos, e a condição é geralmente diagnosticada na infância.
  4. Transtorno desintegrativo da infância: é caracterizado por uma regressão significativa, com perda das habilidades intelectuais, linguísticas, motoras e sociais entre os 2 e 4 anos de idade, sem possibilidade de recuperação dessas habilidades.

Com informções da ND +

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