Empresa de colchões” lavou R$ 1,1 bilhão do tráfico e vira alvo de megaoperação na Grande Florianópolis

Botões de Compartilhamento

Um carro para em frente à Delegacia de Investigação Criminal de Palhoça e dele desce mais uma presa, conduzida por policiais para dentro. A cena se repetiu ao longo de toda a manhã desta terça-feira, presos chegando a todo momento, enquanto mais de 200 agentes da Polícia Civil de Santa Catarina cumpriam os mandados da operação Tela Oculta, deflagrada para desmontar uma organização criminosa que teria movimentado R$ 1,1 bilhão lavando dinheiro do tráfico de drogas.

No papel, era uma empresa que vendia colchões. Na prática, segundo a investigação, funcionava como a financeira do crime. A companhia de fachada recebia os valores movimentados pelo tráfico e os transformava em dinheiro aparentemente limpo, num esquema que atravessou cinco estados e movimentou mais de um bilhão de reais nos últimos tempos.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Investigação Criminal de Palhoça e mirou pessoas com passagem pelo tráfico de drogas na região. Ao todo, foram expedidos 32 mandados de prisão e 80 de busca e apreensão, cumpridos em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

A financeira do tráfico

Segundo o delegado Marcos Fraile, da DIC de Palhoça, o esquema partia de investigados que já haviam sido presos por tráfico na cidade. Eles transferiam os valores do crime para a empresa de fachada, que aparecia formalmente como vendedora de colchões, mas operava como uma financeira do narcotráfico.

A investigação apontou ainda que mulheres emprestavam os próprios nomes para que outras pessoas utilizassem a documentação, servindo como laranjas da empresa central responsável pela movimentação bilionária. Ao longo da manhã, várias delas chegaram presas à delegacia.

Uma tonelada de maconha e um fuzil

Na Grande Florianópolis, os mandados foram cumpridos em São José, Palhoça e Florianópolis. A operação também alcançou Itapema, Balneário Camboriú, Imbituba e Porto Belo, sempre com apreensão de drogas e armas ao longo do cumprimento das ordens judiciais.

O volume apreendido chamou a atenção das equipes. Durante as buscas, os agentes recolheram uma tonelada de maconha, 30 quilos de cocaína e um fuzil, além de documentos ligados à investigação. O material mais expressivo de entorpecente foi encontrado no bairro Distrito, em Florianópolis.

A força-tarefa envolveu quase 200 policiais civis, sendo cerca de 170 dentro de Santa Catarina e outros 30 cumprindo mandados nos demais estados. A Justiça Estadual autorizou ainda a quebra de sigilo bancário de 22 pessoas físicas e 8 pessoas jurídicas ligadas ao esquema.

A operação segue em andamento, com prisões e apreensões sendo contabilizadas ao longo do dia. A polícia ainda apura o valor total dos bens bloqueados e o número final de presos.

Fonte da matéria Jornal Razão

Notícias mais lidas

Polícia Militar recupera trator com registro de furto em Rio Negrinho

Vítima de feminicídio, Pricila Dolla será velada na Capela Mortuária de Volta Grande

Autor de disparos contra mulher em Volta Grande é preso em flagrante, confirma delegado

Amigos e familiares lamentam morte de Pricila Dolla

Feminicídio em Volta Grande: mulher é morta a tiros dentro de casa e ex-namorado tenta tirar a própria vida

Últimas notícias

Homem é condenado a 14 anos de prisão por matar o próprio pai em São Bento do Sul

Empresa de colchões” lavou R$ 1,1 bilhão do tráfico e vira alvo de megaoperação na Grande Florianópolis

Mulher fica presa às ferragens após colisão entre dois carros na BR-116, em Mafra

Tradição e sabor: Rio Negrinho abre inscrições para o 1º Festival de Bolachas de Máquina

Adolescente de 14 anos é levado à UPA após ser atropelado por caminhão em São Bento do Sul

Paraguai abre portas para investidores brasileiros do turismo