A equipe do Jornal Perfil está na Câmara de Vereadores de Rio Negrinho acompanhando, na manhã desta sexta-feira (18), o Tribunal do Júri que julga o caso do ataque ocorrido em outubro de 2025, no bairro São Rafael.
A primeira vítima a prestar depoimento é Kessya Souza Veiga. Neste primeiro momento, a sessão não está aberta ao público. O depoimento será realizado de forma privada, seguindo determinação judicial relacionada à proteção e ao sigilo da vítima.
Conforme já havia sido informado pelo juiz Rodrigo Clímaco José, Kessya será ouvida apenas na presença das pessoas diretamente envolvidas no ato, incluindo integrantes do Judiciário, Ministério Público e advogados.
As outras duas vítimas, Jheniffer Schlucubier e Felipe Eduardo de Lima Kwitschal, também devem prestar depoimento durante o julgamento. Antes de serem ouvidos, ambos serão consultados sobre a forma como desejam prestar seus relatos, podendo optar pelo depoimento reservado ou com a presença do público.
Após os depoimentos que eventualmente forem realizados de maneira privada, a sessão deverá ser aberta à comunidade para o acompanhamento das demais etapas do Tribunal do Júri.
Relembre o caso
O crime aconteceu em 24 de outubro de 2025, no antigo Supermercado Compre Mais, no bairro São Rafael, em Rio Negrinho.
Segundo as informações apuradas na época, o acusado, então com 23 anos, teria ido até o estabelecimento após o término do relacionamento com Kessya, que tinha 18 anos, e a atacado com um facão de aproximadamente 50 centímetros de lâmina.
Jheniffer e Felipe também foram atingidos ao tentarem intervir. As três vítimas precisaram de atendimento médico. Kessya sofreu ferimentos graves e, posteriormente, teve uma das mãos amputada.
Após o ataque, o suspeito fugiu, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar pouco tempo depois, no bairro São Pedro. Durante as diligências, o facão apontado como utilizado no crime foi encontrado abandonado em um terreno baldio.
Na época, o delegado Rubens Passos de Freitas informou que a prisão havia sido realizada em flagrante por tentativa de feminicídio.
O Tribunal do Júri é presidido pelo juiz Rodrigo Clímaco José. Na acusação atua o promotor de Justiça Cláudio Everson Gesser Guedes da Fonseca, com assistência da advogada Arilenes Linzmeyer. A defesa do réu é realizada pelo advogado Jorge Rafael Matos.
O Ministério Público arrolou as três vítimas como testemunhas. Já a defesa indicou outras cinco testemunhas, que deverão ser ouvidas em plenário durante o julgamento.
A equipe do Jornal Perfil permanece no local acompanhando o andamento da sessão e trará novas informações ao longo do julgamento. Na época a equipe do Jornal Perfil esteve na casa da vítima onde gravou um vídeo com relatos da vítima sobre o caso.
