A sessão ordinária da Câmara de Vereadores de São Bento do Sul, realizada nesta terça-feira (3), foi marcada pelo retorno da vereadora Terezinha Dybas, que estava afastada das atividades legislativas desde julho. Durante a reunião, os parlamentares discutiram e aprovaram projetos e moções.
Um dos principais assuntos foi a aprovação, por unanimidade, da Moção 109/2026, de autoria do vereador Rodrigo Vargas, que solicita mudanças no projeto de revitalização da Avenida São Bento, considerando as manifestações, solicitações e preocupações apresentadas pela comunidade.
A proposta defende que projetos de infraestrutura urbana sejam conduzidos com transparência, planejamento e diálogo com a população.
Durante a discussão, Vargas destacou a necessidade de ampliar o acesso às informações e promover uma audiência pública para que os moradores possam participar do debate.
“Nós precisamos de clareza. Este, atualmente, é o assunto mais polêmico da administração, e está faltando clareza. Nós queremos uma audiência pública e queremos que as pessoas tenham mais acesso”, comentou o vereador.
A moção também solicita a apresentação transparente dos estudos técnicos e a busca por alternativas viáveis que atendam às necessidades de mobilidade e infraestrutura urbana.
Projetos em discussão
Em segunda discussão, foi analisado o Projeto de Lei 356/2026, que estabelece uma política pública de atendimento a imóveis rurais e residências localizadas em áreas urbanas de baixa densidade populacional, onde não existe rede pública de esgotamento sanitário ou onde a ligação à infraestrutura convencional é técnica ou economicamente inviável.
A iniciativa busca ampliar o acesso ao saneamento, considerando as características territoriais, ambientais, econômicas e sociais dessas localidades, além de contribuir para a preservação dos recursos naturais, a saúde pública e a sustentabilidade dos serviços.
Já em primeira discussão, oito projetos foram pautados.
Entre eles está o Projeto 361/2026, que busca autorizar a abertura de crédito adicional suplementar de R$ 6,5 milhões, provenientes de recursos da média e alta complexidade ambulatorial e hospitalar.
A vereadora Terezinha Dybas explicou a necessidade da adequação orçamentária, destacando que a arrecadação de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) está acima do valor inicialmente previsto no orçamento.
Segundo ela, quando o orçamento foi elaborado no ano passado, a previsão era de arrecadação superior a R$ 1,7 milhão. No entanto, até setembro, os repasses mensais estavam chegando a quase R$ 2,3 milhões.
“Por isso é necessária essa adequação”, explicou.
Outro projeto discutido foi o 367/2026, que prevê a suplementação de dotação orçamentária destinada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, no valor de R$ 55.806,19. A medida busca garantir recursos para atender às necessidades da pasta.